Projeto Clube-Empresa

Projeto Clube-Empresa

Preguntas e respostas sobre o Projeto Clube-empresa do América

No dia 28 de julho de 2020, em reunião ordinária do Conselho Deliberativo do América, foi apresentado aos conselheiros o Projeto Clube-Empresa do América. Para esclarecimento e transparência, o Clube preparou um material com perguntas e respostas, esclarecendo pontos cruciais do projeto. Confira abaixo:

Por que o América quer se transformar em um clube-empresa?
Na última década, o América teve bons resultados esportivos, mas não alcançou o objetivo de permanecer na Série A do Brasileirão. E o principal motivo é a diferença de orçamento para os concorrentes da elite nacional.

Com o Projeto Clube-Empresa, o América poderá ter capacitação competitiva dentro e fora de campo, com apoio de um parceiro externo que vai ampliar o potencial de investimento do Clube visando a melhoria da performance esportiva. O Projeto Clube-Empresa será o ponto de partida para lançar o Clube a outro nível.

Além de ampliar a capacidade de investimento com um parceiro externo, o modelo de clube-empresa também agrega benefícios em outros aspectos. A possibilidade de um planejamento de longo prazo, com menos impacto de mudanças políticas na gestão do Clube, traz mais estabilidade para uma gestão cada vez mais profissional.

O América está sendo vendido? Quem será o dono?
O América não será vendido e tampouco terá um dono. O Clube continuará sendo uma associação privada sem fins lucrativos, respeitando seu estatuto e o quadro social vigentes.

O modelo almejado pelo América prevê a criação de uma NewCo (Nova Companhia), ou seja, a criação de uma nova empresa, em parceria com o investidor, para administrar a gestão do futebol do Clube. O América continuará existindo enquanto associação esportiva e terá participação na administração da NewCo, conforme o diagrama abaixo:

NewCo

O América vai mudar seu nome, escudo, cores e localização?
Definitivamente, não. Uma das premissas do Projeto Clube-Empresa é manter todos as características centenárias e tradicionais do América, incluindo seu nome, escudo, cores, uniforme, hino e localização. Essa garantia estará prevista em contrato.

O América Futebol Clube continuará sendo América Futebol Clube, bem como o torcedor conhece e acompanha.

Quando o América vai se tornar um clube-empresa?
O Projeto Clube-Empresa foi dividido em duas principais etapas. A primeira compreendeu a revisão da estrutura de governança do Clube, de forma a fortalecer a gestão do América, independentemente do modelo. Assim, a forte e centenária marca do América Futebol Clube se tornou ainda mais atrativa e competitiva.

A segunda etapa consiste na avaliação do Club e atração de parceiros externos, que vão ampliar a capacidade de investimento do América no futebol. A previsão, num cenário otimista, é de que as prospecções no mercado aconteçam até o fim de 2020.

O investimento será feito apenas na contratação de jogadores?
O investimento oriundo do Projeto Clube-Empresa tem o objetivo de melhorar a performance esportiva do América. Ou seja, será aplicado em diversas áreas e processos que dão suporte ao trabalho que é feito dentro de campo.

Portanto, o aporte não será usado apenas para contratação de profissionais. O Clube também vai investir na melhoria da infraestrutura, tecnologia, inovação da logística e das áreas de inteligência e gestão, pilares que sustentam os processos do futebol.

A estrutura das categorias de base, com foco na formação de atletas, e o Planeta América são dois exemplos de investimentos previstos pelo Projeto Clube-Empresa e que impactam diretamente na performance esportiva.

Quais são os resultados esperados? Eles serão imediatos?
O Projeto Clube-Empresa é o início de um plano de médio/longo prazo, que busca estruturar o Clube, proporcionando o crescimento constante e sólido nos próximos anos.

Títulos e resultados esportivos são, obviamente, o principal objetivo. No entanto, o Projeto Clube-Empresa também se trata de um plano de governança e de fortalecimento da gestão do Clube.

O primeiro passo é a restruturação da governança do Clube, otimizando a gestão e ampliando a capacidade competitiva do América dentro e fora de campo. Uma vez fortalecido, o Clube se torna atrativo para investidores externos que desejam atuar no futebol brasileiro e acreditam na centenária marca do América como um parceiro sólido, transparente e rentável.

Com uma governança bem estabelecida e uma gestão próspera, o América ficará ainda mais próximo de alcançar seus objetivos esportivos.

A Arena Independência e o CT Lanna Drumond deixarão de ser do América?
Não. Todos os patrimônios do América, como a Arena Independência e o CT Lanna Drumond, dentre outros, continuarão de posse do Clube.

Quem são os possíveis parceiros? Eles são obrigatoriamente estrangeiros?
Uma das etapas do trabalho feito pela EY foi o de pesquisar e listar possíveis parceiros interessados no mercado do futebol brasileiro. Atualmente, existem dezenas de empresas globais e fundos de investimentos que já atuam com foco em ativos esportivos.

O Projeto Clube-Empresa do América tem diferentes linhas de prospecção, com foco em parceiros expressivos de diversos países, incluindo o Brasil. é importante frisar que os futuros parceiros devem compartilhar dos mesmos valores e objetivos estratégicos definidos pelo América.

O que vai acontecer quando o investidor for encontrado?
A identificação do investidor é apenas o começo! A partir da manifestação formal da intenção de investimento, será assinado um acordo de confidencialidade (NDA – Non Disclosure Agreement) e começarão as negociações comerciais, técnicas, societárias, legais, dentre outras, até a assinatura do Acordo de Acionistas. Em paralelo, o Clube, provavelmente, será submetido a um trabalho de auditoria (ou Due Diligence) contratado pelo investidor, a fim de certificar sobre os bens, direitos e obrigações registrados contabilmente. Somente após estas etapas será consolidada e anunciada a parceria. Com relação ao prazo estimado, considerando tratar de negociações, não há como estimar datas.

O que muda no estatuto do clube?
Desde 2017 o estatuto do Clube já prevê em seu artigo 29, inciso VI, a possibilidade de participação do Clube como sócio ou participante em sociedade empresarial ou de outra espécie, desde que dentro da legislação esportiva vigente, com finalidade de investimento e/ou gestão de empresa do setor de futebol. Portanto, em princípio nada muda no Estatuto.

Ainda de acordo com o estatuto, aprovações específicas serão necessárias envolvendo Assembleia Geral dos Quotistas, Conselho Consultivo e Conselho Deliberativo, formalizadas através de Ata lavrada para este fim.

Há alguma regulamentação sobre esse modelo de clube-empresa?
Atualmente, qualquer clube que tenha como modelo jurídico de uma associação sem fins lucrativos pode alterar sua forma para o modelo de empresa previsto na legislação vigente. No entanto, existem dois principais projetos de lei em discussão que ditam sobre um modelo especial adequado as dinâmicas e especificidades do futebol, como questões tributárias, dentre outros aspectos.

O primeiro, do deputado Pedro Paulo, nasceu na Câmara dos Deputados, onde já foi aprovado e encaminhado ao Senado Federal para análise e votação. O segundo é o do senador Rodrigo Pacheco.

É importante destacar que o Projeto Clube-Empresa do América prevê uma Governança que atende amplamente aos requisitos dos projetos de lei e sua implementação não se limita a aprovação dos modelos para sua concretização.